Como acelerar sua gestão em tempos de COVID-19?
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Pilar da inovação no reverso do COVID-19

Há trinta anos, a escola de negócios suíça IMD (International Institute for Management Development) divulga um ranking de competitividade digital, no qual são avaliados mais de sessenta países.

A pesquisa se baseia em indicadores estatísticos e nos resultados de uma pesquisa de opinião realizadas com executivos que passaram ao menos um ano vivendo em cada país pesquisado. Nesse estudo são avaliados aspectos como agilidade tecnológica, uso de big data e analytics e capacidade de se antecipar às mudanças no mercado.

Na edição 2019, 63 países foram avaliados. O Brasil ficou na 59ª posição geral, na frente apenas da Croácia, Argentina, Mongólia e Venezuela. Na prática, isso significa que ainda somos menos “digitais” do que pensamos.De acordo com o mesmo estudo da IMD, o Brasil ainda é um país que apresenta muitos obstáculos para abrir novos negócios e cuja legislação ainda carece de desenvolvimento em pesquisa e tecnologia.

Além disso, nossas empresas ainda necessitam de mais agilidade, flexibilidade e acesso a capital para investir em tecnologias, bem como de mais interesse em construir parcerias entre empresas e universidades.

Pilar da inovação no reverso do COVID-19. Brasil ainda é um país que apresenta muitos obstáculos para abrir novos negócios.

Um choque no mercado

Deivison Pedroza, CEO da Verde Ghaia, tem uma frase muito emblemática sobre o relacionamento das empresas brasileiras com a tecnologia: “Muitas empresas pensam que são digitais só porque têm funcionários usando computador e smartphone; mas a maioria delas ainda são incrivelmente analógicas”.

Certamente essas empresas ilusoriamente digitais sentiram o choque no momento em que foram atingidas pelo impacto global causado pelo vírus COVID19. Não precisamos entrar em detalhes sobre a pandemia, afinal o assunto tem sido abordado maciçamente em todos os veículos. Nossa proposta é fazer um convite à reflexão em relação à sua situação profissional, à situação da sua empresa: como esse novo panorama foi encarado? Sua organização já dispunha de um cenário favorável para instituir o home office? Quais funções puderam ser adaptadas para o ambiente externo da empresa?

A grande falha é que muita gente ainda pensa que, para haver a estrutura do home office, basta um computador, conexão com a internet e um smartphone. A ilustração do trabalho remoto ainda é fantasiosa, como uma cena de filme, e o COVID19 fez com que muitas empresas acabassem descobrindo as dificuldades de implementação deste modelo de forma atabalhoada, sem qualquer tipo de planejamento ou preparo. Às vezes o conhecimento sobre o modelo de trabalho remoto até existe, mas é apenas teórico, jamais prático.

Sua empresa preparada o tempo todo?

Há anos temos enfrentado uma corrida exaustiva para transformar os negócios analógicos em digitais, mas só agora — diante da extrema necessidade — as empresas estão tendo exata noção de seu posicionamento tecnológico num mercado onde só os fortes aguentam o tranco. Agora, mais do que nunca é hora de rever seu modelo de negócios. Veja como adaptar sua empresa para o trabalho remoto:

Análise de funções e cargos. Algumas funções podem ser realizadas à distância, já outras, não tem jeito: precisam ser dentro da empresa. Liste todos os cargos existentes em sua organização, definindo quais podem ser feitos por home office e quais têm de ser presenciais. No caso dos cargos de trabalho in loco, defina formas de desonerar os funcionários. Pode ser montando escalas, reduzindo a carga horária etc.

Gestão em primeiro lugar. Se necessário, revise processos e recorra a modelos de gestão (como o PDCA) ou a normatizações internacionais para reformular seu gerenciamento (a ISO 9001, por exemplo, tem enfatizado a análise de riscos, fator muito importante em momentos de urgência como este).

Avaliação da comunicação. Lembre-se de que toda comunicação entre funcionários será feita por telefone ou internet. Busque saber quais softwares atendem melhor às necessidades da empresa, principalmente para a realização de conferências e reuniões. Tenha consciência de que alguns processos podem ficar mais lentos devido a deficiências tecnológicas ou mesmo dificuldades humanas (Exemplo: o funcionário está em teleconferência, mas ao mesmo tempo está dando atenção a outra atividade).

Perfil dos funcionários. Nem todo mundo nasceu para fazer home office. Algumas pessoas têm muita dificuldade de se concentrar fora do ambiente de trabalho ou acabam se dividindo entre tarefas do escritório e atividades em casa (serviços domésticos, filhos etc). Num momento como este, em que não há muita escolha — afinal estamos cumprindo uma quarentena —, é preciso conscientizar a todos de seus deveres e responsabilidades. E também é preciso que a própria empresa saiba equilibrar as coisas para que seu pessoal não acabe sobrecarregado. Ninguém precisa de mais estresse.

Apoio tecnológico. Em alguns casos, é preciso fornecer acesso à rede interna da empresa, de modo que o funcionário possa acessá-la de casa. Verifique se há estrutura para tal. O ideal também é que equipamentos como celulares e laptops sejam fornecidos pelo empregador. Prepare-se para os custos. O ideal é que isso faça parte do orçamento da empresa desde sua fundação.

Metodologia ágil. Conheça a importância da metodologia ágil, que, sob o conceito da Tecnologia da Informação (TI), é um formato mais eficiente para se criar programas, cuja abordagem confere muito mais flexibilidade aos profissionais de TI, pois o planejamento e a execução de todas as rotinas são mais interativos. Saiba mais neste artigo sobre essas metodologias!

Escolha de ferramentas. Faça uma pesquisa minuciosa para descobrir todas as ferramentas ideais para sua empresa. Isto inclui hardwares e, principalmente, softwares.

A Verde Ghaia tem investido em diversos serviços e produtos com foco em tecnologia, automação e inteligência artificial a fim de auxiliar no planejamento de ações estratégicas. Certamente ela possui a ferramenta ideal para sua empresa.

Hora de mudar

Devido ao baixo nível de concorrência, foco em commodities, pouco incentivo à inovação e foco insuficiente em pesquisas científicas, infelizmente o Brasil ainda é pouco afeito às soluções empresariais. Não é à toa que a pandemia do COVID19 desesperou alguns empresários, pouco preparados para adaptar seu modelo de negócios às necessidades que passaram a surgir neste novo cenário. Infelizmente, muitos gestores só pensam na solução de um problema quanto este bate à porta. Só que isso pode ser fatal num mercado no qual é importante se destacar da concorrência.

Portanto, agora é o momento para aprender as lições e começar a pensar num jeito diferente de trabalhar, abrindo possibilidades para transformações completas. Mesmo depois que a quarentena acabar, a ordem é não se acomodar. Algumas mudanças de mentalidade, inclusive, podem vir a ser definitivas.

A Verde Ghaia — uma empresa sempre à frente — acredita que este é um momento para dar espaço a ideias inovadoras, que alimentarão o mercado com soluções mais ágeis e eficazes perante aqueles que demandam novos produtos, como o setor privado, por exemplo. E está aberta a desenvolver produtos que possam suprir essa lacuna, oferecendo também a melhor consultoria.

Não espere por uma nova emergência para agir. Adapte-se. O mercado não espera.

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