Como mitigar os riscos de acidentes e incidentes no trabalho
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Controle operacional para mitigar riscos de acidentes e incidentes.

A gestão de riscos é a elaboração e a implementação de medidas e procedimentos para prevenir, reduzir e controlar os perigos que podem ocorrer num ambiente organizacional.

Um risco pode ser definido como a possibilidade de ocorrência de um evento/perigo (que em empresas simplificamos como incidentes e acidentes), o qual pode causar danos a uma empresa. Um dano pode vir de várias formas: pode ser humano (doenças laborais, óbitos), patrimonial, financeiro, e até mesmo de imagem (uma empresa que gera um dano ambiental significativo, por exemplo, sempre aparece nos noticiários sob um prisma negativo).

O gerenciamento de risco basicamente pressupõe as chances de determinado evento acontecer e faz uma estimativas de sua gravidade. A partir daí, adota todas as medidas preventivas possíveis para evitar sua ocorrência.

Vamos pensar, por exemplo, em dois funcionários de uma mesma empresa. Um deles é operador de empilhadeira, maneja cargas pesadas e circula no ambiente industrial propriamente dito. O outro, cuida da faxina e realiza majoritariamente a limpeza dos escritórios. Qual deles está sujeito a sofrer perigos dentro de seu ambiente de trabalho? A resposta é simples: ambos. No entanto, o operador de empilhadeira é quem estará mais vulnerável a acidentes do que o faxineiro, devido à natureza de sua função. O gestor de riscos atuará tanto em favor do operador de empilhadeira quanto do faxineiro, no entanto, a análise de riscos usará de abordagens diferentes para um e outro.

Uma análise de risco adequada avalia a probabilidade de um perigo acontecer e mensura seus possíveis impactos (e consequente o prejuízo que atingirá a organização), respondendo a perguntas importantes tais como: quais são os perigos existentes em determinado ambiente? Quais as probabilidades de ocorrência de cada um dos perigos identificados? Se um dos perigos vier a ocorrer, quais serão suas consequências? Como posso reduzir ou eliminar tais perigos?

Quando o faxineiro coloca uma plaquinha no corredor para avisar que o piso está molhado, ele está tomando uma medida para redução de um incidente. Parece algo bobo e simples, mas imagine se todos os dias houvesse escorregões e quedas naquele local por falta da plaquinha? Quantos funcionários não seriam afastados devido às fraturas? Segundo dados da Previdência Social, a fratura de pernas (e tornozelos) foi a segunda maior causa de afastamentos do ambiente de trabalho no Brasil em 2017. Foram nada menos do que 79,5 mil casos registrados. [FL1] 

Uma conta paga por todos nós

Segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, entre os anos de 2012 e 2018, nós já gastamos mais de R$ 83 bilhões com benefícios acidentários. Estima-se que no mesmo período, no Brasil, tenha ocorrido um acidente a cada 49 segundos; e a cada 3 horas e 34 minutos um cidadão tenha ido a óbito devido a fatalidades laborais.

Segundo o Jornal do Comércio, além disso, existem os gastos de longo prazo com aposentadorias por invalidez (ou seja, os funcionários que sofrem acidentes que os incapacitam para voltar à vida laboral); só em janeiro, foram concedidas 3,4 mil aposentadorias por invalidez pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Estes números só provam que a gestão de riscos no ambiente de trabalho é de suma importância.

Implementando a gestão de riscos

Conheça alguns passos básicos para se implementar a gestão de riscos em sua empresa:

Adoção de um PGR: O PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) é um documento que define a política e as diretrizes de um sistema de gestão. Seu objetivo é estabelecer requisitos para a prevenção de acidentes/incidentes em instalações ou atividades potencialmente perigosas. Este documento deve conter análises quantitativas e qualitativas a respeito dos riscos que rondam o negócio.

Envolvimento de pessoal: a gestão de riscos é um trabalho coletivo e deve obter a participação de absolutamente TODOS os funcionários de uma organização.

As medidas de prevenção de acidentes numa gestão de riscos deve ser inserida como parte da cultura da empresa, de modo que os funcionários não a tratem como uma obrigação tediosa ou desnecessária. Nem parece, mas de certa forma todos nós fazemos uma análise de riscos em nossa vida cotidiana, afinal riscos estão por toda parte. Quando olhamos para os dois lados para atravessar a rua, estamos analisando os riscos, calculando o momento seguro de cruzar para o outro lado. Institua essa mentalidade junto a seus colaboradores.

Treinamento constante: funcionários bem treinados são mais conscientes na prevenção acidentes e doenças laborais, e também sabem como agir em situações de emergência. Deve-se levar em consideração que toda atualização na empresa requer um novo treinamento. Por exemplo: uma reforma num ambiente pode exigir atualizações no processo de evacuação da área ou mesmo em questões de ergonomia. Mantenha seu pessoal sempre atualizado.

Rigidez no controle dos padrões e procedimentos: a melhor maneira de reduzir perigos num ambiente laboral é adotando rígidos controles de qualidade nos processos. Obter a certificação ISO 45001 — que visa ajudar as organizações a repensarem seus processos para diminuir acidentes e doenças ocupacionais – é um belo upgrade.

Análise crítica periódica para correção dos desvios identificados: isto significa realizar inspeções constantes e reavaliar periodicamente o PGR. Deste modo, todo desvio que porventura possa aparecer será corrigido a tempo.

Conclusão

A importância da gestão de riscos reflete diretamente no bem-estar da empresa — e consequentemente de seus funcionários, que trabalharão mais motivados sabendo que se encontram num ambiente seguro e que zela pela saúde de seus empregados. Uma empresa que adota e leva a sério a gestão de riscos assegura a preservação de seu patrimônio e das vidas que o cercam, reforçando também sua reputação no mercado.


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